11 de março de 2008

Sem titubear ela aproveitou ao máximo aquela terça-feira, diria terça dos pastéis...terça da "fodona" ou apenas terça insana!

Era terça-feira... colocou de lado aquelas segundas-feira e todos os outros dias da semana que compartilhou de sinceridade, amizade, companheirismo e verdade, tudo isto não tinha mais valor, sua vontade era o que realmente importava, apenas prefiriu uma terça sexy, uma terça diferente, uma terça fútil, vazia e triste, uma terça "proibida" já que todos os sentimentos recebidos, compartilhados e doados tornaram-se simplesmente cinzas, tal qual aquela terça!

Cinza de tantas vontades podres, podres por escolhas mal feitas, podres por sucumbir ao seu próprio ego e talvez podres por gostar de ser assim, pensando ser esperta ou então por considerar-se "gostosona"...kkkk isto tb já é demais... e por que não?!?!?!

Cinza como o brilho de seu caráter e decência, como aquele sexo mal feito, como aquela louca vontade de deleitar na cama daquela vagabunda que era chamada de amiga!

Obrigada por esta terça tão especial em minha vida, pois foi somente através dela que pude excluí-la da minha vida sem a menor possibilidade de deixá-la voltar! 

Escrito por Simone Marques às 21h51
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QuEm muito fala, pouCO FAZ!

Escrito por Simone Marques às 09h56
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Enfim encontrei o adjetivo mais apropriado à você!

Dissimulada?!?
 
Desde tenra idade tropeçamos naquela criatura
de sorriso rasgado e de palavras sempre
amorosas que, à primeira vista, parece
absolutamente inofensiva.
Após um estudo mais atento, chegamos à
conclusão que se assemelha ao camaleão,
muda de cor consoante as circunstâncias e
que, deve ser ainda da família da Cascavel (a
serpente!).
O seu modo de actuação é deveras interessante.
Escolhe a presa. Depois aproxima-se de
mansinho e tece muitos elogios. Desarmada e
vulnerável (a presa), fica à mercê de tão
encantadora criatura que explora todos os seus
pontos fracos.
“Topo-a à distância”, dirão vocês.
Não creio. Com o tempo, esta criatura refina-
se e fica mais apurada, como o vinho do Porto.
Quando (e se) é descoberta, desaparece sem
deixar rasto e vai pregar para outra freguesia.
Quem nunca foi “mordido” por uma, que
levante o dedo!
(Os meus tenho-os sobre o teclado…)

Devaneio escrito por: MWoman (Grifo nosso)

"Como agir com o dissimulado

A pessoa está ao seu lado todos os dias. Vocês riem juntos, conversam, trocam confidências, choram, enfim... bons camaradas. De uma hora para outra, o castelo desaba. Um segredo é violado e um disse-me-disse toma conta do ambiente. A traição é descoberta. A "cobra" ao lado não era seu amigo(a). Como evitar a decepção? "Reconhecer de primeira mão uma pessoa de comportamento dissimulado não é fácil. Geralmente, vamos percebendo que alguma coisa não está certa, que tem algo que não se encaixa", A impressão inicial é de um ser humano cheio de boas intenções, sem problemas e sedutor. Observado mais a fundo, nota-se que premedita seus atos, nenhum esforço considera demais para atingir seus objetivos, é manipulador e não admite os próprios erros. Apesar do efeito devastador que causa sobre as vítimas, a pessoa dissimulada é carente e cheia de inseguranças. "Tem dificuldades de estabelecer laços verdadeiros"
Doença
Os profissionais define a dissimulação como uma doença de comportamento que, como tal, pode variar de um leve transtorno a uma grave psicopatia. "Apesar de ter consciência da sua dissimulação, seus disfarces, suas dificuldades de experiências afetivas verdadeiras, seu calculismo, a pessoa dissimulada não sabe porque faz assim. Simplesmente está atada a esse maniqueísta (entre o Deus e o Diabo, o bem e o mal) modo de existir", Para a doença, há tratamento. se alguém da sua intimidade mantém esse comportamento, a maneira mais eficaz de ajudar é a sensibilizar para a necessidade de buscar ajuda técnica."

por Felinna

Escrito por Simone Marques às 23h06
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Homem interessante....muito inteligente e trabalhador!!!

Esses são alguns dos adjetivos que pude perceber nele, sem falar que conta com seus 38 anos (penso eu), solteiro e sem filhos!!!

Saudade em vê-lo, saudade em conversarmos, saudade do seu beijo que nunca sequer experimentei!

APENAS SAUDADE...

Escrito por Simone Marques às 10h10
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20 e 21 de outubro - 365 dias (Daisaku Ikeda)

"O problema não são as outras pessoas; é você mesma. Se você crescer, as circunstâncias de sua vida irão mudar infalivelmente. Sem se esforçar para mudar a si mesma, todo os seus argumentos serão os de uma irresponsável: não servirão para nada e não criarão nenhuma ação que valorize a vida."

"Seja uma pessoa autêntica consigo mesma. Não tente mostrar ser o que não é, não fantasie a si mesma nem seja hesitante. Evidencie a capacidade que possui em cada tarefa com seriedade. Mesmo que agir assim possa fazer você parecer ser uma pessoa simplória, este é na verdade um comportamento rico e inteligente."

Obrigada Mestre, essas palavras me incentivam a me tornar um ser humano melhor!

Escrito por Simone Marques às 04h50
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Sábado no Fábrica São Paulo

 

"Espasmos Urbanos" nasce da necessidade de pesquisar e refletir sobre as condições alucinantes a que se submete o homem urbano, os efeitos e deformações no corpo emocional e visível, bem como a vingança deste corpo contra seus algozes, ou seja, no próprio homem e seu corpo distorcido. A peça focaliza um grupo de personagens anônimos, que expõem ao público características da população urbana, configurando uma coreografia/ movimentaçã o de palco que evoca a dinâmica da vida em uma metrópole, protagonizando cenas que revelam o absurdo de uma vida centrada no movimento da cidade.

 

O ritmo alucinante, a falta de contato entre as pessoas, o medo, a solidão e ao mesmo tempo a vontade antropofágica de sentir o outro, a violência, as paixões e as culpas. Este cotidiano é apresentado em 7 quadros que envolvem todo o elenco e, mais do que narrar uma história, visam a elevar o espetáculo a uma experiência sensorial.

 

 

Ficha técnica:

                 

Intérpretes: Andrea Krohn, Bárbara Freitas, Ederson Lopes, Élder Ildefonso, Gisele Ross, Ken Kronaz, Mirtes Calheiros  e Rodrigo Caffer.

Pesquisa Musical e sonoplastia: Diogo Soares

Pesquisa de Luz: Denilson Marques

Fotografia: Fabio Pazzini

Adorei!!! Mais uma vez...OBRIGADA Drázinha!!!!

Escrito por Simone Marques às 21h26
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Um em um milhão

Saiba que após a revelação de ontem, passei a admirá-lo ainda mais.

Parabéns!!! Linda história de vida!!!

Escrito por Simone Marques às 12h22
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Em uma palavra:

NOJO

Nojo é uma emoção tipicamente associada com coisas que são percebidas como sujas, incomestíveis ou infecciosas.

O nojo pode ser dividido ainda em nojo físico, associado com impureza física ou moral, e nojo moral, um sentimento similar relacionado a tomadas de decisão.

Escrito por Simone Marques às 12h20
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Sábio John Lennon

"A gente cresce através da gente mesmo. Se estivermos em boa companhia é só mais agradável."

"...E aí, quando você estiver muito apaixonado por você mesmo, vai poder ser muito feliz e se apaixonar por alguém."

Escrito por Simone Marques às 20h14
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ZN interessante...

Sinto estar apaixonada!!! Quanto tempo....que delícia!!!

Realmente atraimos aquilo que pensamos....

Escrito por Simone Marques às 07h39
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Ontem calor incrível...hoje ainda mais calor!!!!! Só tomando uma mesmo!!!!

34 GRAUS!!!!!

Escrito por Simone Marques às 19h17
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Quase 10 anos

Ele chegou causando frio na sua barriga. Foi uma surpresa...ela esperava encontrar qualquer pessoa... menos aquele que ela tanto amou! E hoje...passado quase 10 anos eles se reencontram...ela ficou viajando por horas sobre tudo o que eles viveram juntos....pensou sobre o que falavam daquela pessoa que ela sempre acreditou ser uma pessoa bacana....que na verdade se faz de forte para esconder seus medos e desejos.....se faz de "rico" porque sempre tudo foi muito difícil na sua vida....mas enfim nada se justifica!!! Analisando todos ângulos, ela pôde perceber que ele continua a ser apenas um homem bonito e desejado por "quase" todos.   

Mas a frase: "Gorda, feia e sem andar" ainda não saiu da minha cabeça!!!!

Escrito por Simone Marques às 23h58
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Cinema

As Duas Faces da Lei

Ficha Técnica
Título Original: Righteous Kill
Gênero: Drama
Ano de Lançamento (EUA): 2008
Estúdio: Millennium Films / InVenture Entertainment / Nu Image Films / Emmett/Furla Films
Distribuição: Lions Gate Films / California Filmes
Direção: 
Jon Avnet
Roteiro: Russell Gerwitz
Produção: Jon Avnet, Randall Emmett, George Furla, Lati Grobman, Avi Lerner, Alexandra Milchan, Daniel M. Rosenberg
Música: Ed Shearmur
Fotografia: Denis Lenoir
Desenho de Produção: Tracey Gallacher
Direção de Arte: Christina Ann Wilson
Figurino: Debra McGuire
Edição: Paul Hirsch


Elenco
Al Pacino (David Fisk)
Robert De Niro (Thomas Cowan)
John Leguizamo (Detetive Perez)
Donnie Wahlberg (Detetive Riley)
Carla Gugino (Karen Kleisner)
50 Cent (Spider)
Brian Dennehy (Tenente Hingus)
Frank Jhn Hughes (Randall)
Shirley Brener (Natalya)
Adrian Martinez (Glenn)
Trilby Glover (Jessica)
Antonino Paone (Matthew Natrella) 

Sinopse
Após 30 anos como parceiro no Departamento de Polícia de Nova York, os condecorados detetives David Fisk (Al Pacino) e Thomas Cowan (Robert De Niro) deveriam estar aposentados, mas não estão. Eles são chamados para investigar o assassinato de um conhecido cafetão, que parece ter ligação com um caso envolvido com eles há alguns anos atrás. Como no crime original a vítima é um criminoso suspeito, cujo corpo foi encontrado junto a um poema que justifica o assassinato. Quando outros crimes do tipo acontecem fica nítido que eles estão às voltas com um serial killer.

Podemos dimensionar o que uma DECEPÇÃO em relação à alguém pode causar/manifestar. INDICO!

Escrito por Simone Marques às 23h43
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Charles Chaplin

"Se as coisas não saíram como planejei, posso ficar feliz por ter hoje para recomeçar.

O dia está na minha frente esperando para ser o que eu quiser.

E aqui estou eu, o escultor que pode dar forma.

Tudo depende só de mim." 

Escrito por Simone Marques às 22h18
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2 Concurso de Corais da BSGI

Não pude cantar! Infelizmente não fomos classificados para a próxima etapa do concurso! Mas no 3 Concurso estaremos lá e classificados!

"Vozes que cantam a alegria, a esperança e a justiça."

Escrito por Simone Marques às 11h53
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CONCERTO

Orquestra Filarmônica Brasileira do Humanismo Ikeda

 
:: Incentiva e treina adolescentes, a partir dos doze anos, a adquirirem gosto pela música erudita por meio do ensino de instrumentos musicais.

:: Realiza apresentações musicais de sua orquestra filarmônica, que recebeu em 1993 a denominação de Orquestra Filarmônica Brasileira do Humanismo Ikeda (OFBHI) , em homenagem aos empreendimentos humanísticos do presidente Ikeda. Em ambos os casos, a orquestra recebe a consultoria do renomado pianista e compositor Amaral Vieira.

Além da orquestra, este departamento agrega três outros grupos musicais, a Camerata Ikeda, o Quinteto de Sopros e o Quinteto de Metais.
 
Belíssimo espetáculo...PARABÉNS!!!

Escrito por Simone Marques às 11h50
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A fraqueza engrandece o tolo, enquanto que a franqueza expulsa todos os demônios e ainda deixa o fraco sentir-se forte!

Escrito por Simone Marques às 22h15
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Ex-qualquer coisa

Adorei a frase que ouvi hoje: "Quando se torna "ex" temos que considerá-lo morto, não se fala com morto!"

kkkkkk Cada uma!!!!

Escrito por Simone Marques às 21h44
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O que é o amor?

SETEMBRO DE 2008 — EDIÇÃO Nº 481

Quem já não parou um dia para se fazer essa pergunta? De repente, não esperando única resposta, mas talvez várias... uma para cada tipo de amor. Sem pretensão alguma em fornecer definições engessadas acerca do tema, a proposta é abrir um espaço para que o leitor, por meio das considerações aqui apresentadas, sinta-se inspirado a refletir, buscando as próprias respostas. Para isso, há uma exposição de idéias que abrange desde o amor por si mesmo até se chegar à expressão mais nobre deste sentimento — o amor pela humanidade! Ah! Mas é bom ficar atento à concepção que o sentimento amor assume no decorrer da matéria. Não se deve entendê-lo simplesmente como o ato de ser piedoso ou de se simpatizar com alguém. O leitor descobrirá que o amor assume importância muito maior se interpretado sob a dimensão da benevolência. Vale destacar também que os subtítulos utilizados — “Amor a um” (a si mesmo), “Amor a dois” (romance ou amizade), “Amor a três” (relação pais e filho) e “Amor a mil” (pela humanidade) — são simplesmente metafóricos, para dar alusão a um sentimento que desponta em diferentes fases da vida para suprir diferentes necessidades.


“Amor a um”


O Ultraje a rigor não exagerou quando cantou os seguintes versos: “Eu me amo/ Eu me amo/ Não posso mais viver sem mim”.&1

Essa é a idéia para se descobrir o que é o amor e trilhar esse caminho.

Não se trata de uma visão egoísta. Pensar somente que o mundo gira em torno de si. Mas conhecer-se, explorar os próprios sentimentos para desenvolver a auto-estima e viver harmoniosamente consigo mesmo.

Por que é importante amar a si próprio? Porque esse é primeiro passo para relacionar-se com as pessoas.

Pode parecer simples, mas não é. Diante de algumas situações, amar a si mesmo torna-se uma tarefa difícil. Falta coragem para lutar contra a tristeza, desilusão, mágoa, que se alojam no coração. Esses sentimentos são verdadeiros vilões, que aos poucos vão minando o interior do indivíduo, chegando, em alguns casos, à contaminação geral do corpo e da mente. O que muitos chamam de “fundo do poço”.

É como se, num certo dia, a pessoa acordasse e dissesse: “Não me amo mais, nada mais me importa”. Nesse momento, torna-se imprescindível, mesmo que doloroso, retomar o curso da vida.

Daisaku Ikeda, presidente da SGI, num diálogo com os jovens, se remete ao assunto, quando os orienta da seguinte forma: “Não há substitutos para vocês, que são mais preciosos do que todos os tesouros do universo juntos. (...) É importante que se tornem fortes. Se forem fortes, mesmo a tristeza se tornará uma fonte de crescimento, e o que os fez sofrer purificará sua vida. (...) Os verdadeiros vencedores são aqueles que conseguem viver com todas as forças diante das adversidades”.1

Isso vale para qualquer pessoa que queira se amar para poder oferecer este puro sentimento aos demais que a rodeiam.

Quando a pessoa se ama, sua vida é repleta de alegria e realizações e tudo ganha um significado diferente. Assim, é possível amar os outros e construir relacionamentos que sejam enriquecedores.

nota 1. Brasil Seikyo, edição nº 1.416, 7 de junho de 1997, p. 4

“Amor a dois”

 

Depoimentos

SETEMBRO DE 2008 — EDIÇÃO Nº 481


Por Vanessa Bruno de Lima, membro da Secretaria da Divisão das Universitárias da BSGI


Por Fabio Matsui, coordenador da Divisão dos Universitários da Coordenadoria da Cidade de São Paulo (CCSP)

Monte Castelo é um poema, uma canção que certamente traduz um sentimento tão intenso e, às vezes, tão contraditório: o amor entre duas pessoas. Expresso em linguagem poética, ele ultrapassa a linha do tempo para invadir o pensamento, pelo menos em algum momento, de cada um dos indivíduos. Veja a letra da música e, na seqüência, dois depoimentos, inspirados na canção de Renato Russo, que tratam do assunto.



Monte Castelo



Legião Urbana – Composição: Renato Russo (recortes do Apóstolo Paulo e de Camões)

Ainda que eu falasse

A língua dos homens

E falasse a língua do anjos

Sem amor, eu nada seria...



É só o amor, é só o amor

Que conhece o que é verdade

O amor é bom, não quer o mal

Não sente inveja

Ou se envaidece...

O amor é o fogo

Que arde sem se ver

É ferida que dói

E não se sente

É um contentamento

Descontente

É dor que desatina sem doer...



Ainda que eu falasse

A língua dos homens

E falasse a língua dos anjos

Sem amor, eu nada seria...



É um não querer

Mais que bem querer

É solitário andar

Por entre a gente

É um não contentar-se

De contente

É cuidar que se ganha

Em se perder...

É um estar-se preso

Por vontade

É servir a quem vence

O vencedor

É um ter com quem nos mata



A lealdade

Tão contrário a si

É o mesmo amor...



Estou acordado

E todos dormem, todos dormem

Todos dormem

Agora vejo em parte

Mas então veremos face a face

É só o amor, é só o amor

Que conhece o que é verdade...



Ainda que eu falasse

A língua dos homens

E falasse a língua do anjos

Sem amor, eu nada seria...






Descobrindo o verdadeiro amor



Por Vanessa Bruno de Lima, membro da Secretaria da Divisão das Universitárias da BSGI



“É um estar-se preso/ por vontade/ é servir a quem vence/ o vencedor”

O poeta fez exatamente a descrição do que acontece com muitas pessoas que amam. Porém, será que esse é o verdadeiro amor? Normalmente, o amor está relacionado com a emoção, que muitas vezes tem como base o egoísmo; deixamos a razão de lado. Daí, surgem expressões como “O amor é cego”, pois perdemos de vista o mais importante — o desenvolvimento como ser humano.

Em certa ocasião, o presidente Ikeda orientou: “É impossível para um indivíduo egoísta e egocêntrico amar realmente uma outra pessoa. Por outro lado, se amam alguém de verdade, então, por meio desse relacionamento, podem se tornar uma pessoa cujo amor se estende a toda a humanidade. Esse relacionamento serve para fortalecer, elevar e enriquecer o seu interior. Definitivamente, os relacionamentos que vocês formam são um reflexo de seu próprio estado de vida”.3

Então, que tenhamos um estado de vida elevado para amar o outro, e ultrapassar os limites do “amor é o fogo/ que arde sem se ver/ É ferida que dói/ E não se sente/ É um contentamento/ Descontente/ É dor que desatina sem doer”.



Um amor que nos fortaleça



Por Fabio Matsui, coordenador da Divisão dos Universitários da Coordenadoria da Cidade de São Paulo (CCSP)

Diz a canção “sem o amor, eu nada seria’’. Mas que tipo de amor devemos nutrir pelo outro? O que devemos buscar no outro?

O presidente Ikeda diz no livro Diálogo sobre a Juventude — Para os Protagonistas do Século XXI: “O amor deveria ser a força que auxilia as pessoas a expandir sua vida e a manifestar seu potencial inato com uma vitalidade dinâmica e revigorante”.4

O importante é saber compreender o amor. Tudo possui dois lados, conforme dizem os trechos da canção: “É um contentamento/ Descontente, É dor que desatina sem doer...” Porém, essa divergência é que gera a dúvida e isto não devemos ter. O presidente Ikeda nos convida à reflexão: “Esse relacionamento serve para fortalecer, elevar e enriquecer o seu interior?”5

Graças a essa orientação, entendi que o relacionamento entre duas pessoas tem de ser forte e significativo, pois é por meio dele que nos forjamos.

Por isso, temos de buscar um amor saudável e encontrar o parceiro que nos fortaleça.

notas 3. IKEDA, Daisaku. Diálogo sobre a Juventude — Para os Protagonistas do Século XXI. Editora Brasil Seikyo, v. 1, p. 85 4. Ibidem p. 78 5. Ibidem p. 85

“Amor a três”

SETEMBRO DE 2008 — EDIÇÃO Nº 481


“Nem o homem nem a mulher são o centro de uma relação. Não é uma questão de quem é o chefe ou quem tem de se sacrificar pelo sucesso e pela felicidade do outro. Assim como uma canção é o casamento entre música e letra, marido e mulher são indivíduos iguais que executam juntos a melodia da vida. O importante, acredito, é quantas belas canções esses parceiros da vida conseguem criar juntos”.6

A frase acima, do presidente Ikeda, exalta o significado do “amor a dois”. A partir daí, o passo seguinte é o “amor a três” que aqui se resume numa palavra: família. Quando há um fruto do amor entre o casal, ou seja, um filho, este deve vir para selar a união.

É no seio familiar que se cria a base para uma vida de realizações repleta de felicidade. Com educação adequada e carinho os filhos crescerão com valores definidos e se tornarão exemplos para os demais.

O presidente Ikeda faz uma analogia entre o corpo humano e a sociedade e seu núcleo menor – a família. Nesta comparação, ele diz que a sociedade é o próprio corpo humano e que a família é um grupo de células que desempenha uma importante função dentro desse corpo. Ele afirma: “A família é um organismo no qual o amor pode ser partilhado entre marido e mulher, pais e filhos, irmãos e irmãs. O amor entre marido e mulher forma a base para cada família; desse ponto inicial, o núcleo familiar pode se desenvolver. Quando há filhos, esse amor é partilhado”.7 E o amor, nessa situação citada, é como o sangue que percorre todo o corpo, que irriga, que dá vida aos demais órgãos. Esse amor é o que mantém unida a família.

notas 6. Extraído de A Piece of Mirror and other Essays (Um Pedaço de Espelho e outros Ensaios), de Daisaku Ikeda 7. IKEDA, Daisaku. A Família Criativa. Editora Brasil Seikyo, p. 5.

“Amor a mil”

Na sociedade atual, observa-se certa tendência de as pessoas evitarem relacionamentos mais profundos com as demais, principalmente com as que não fazem parte do círculo de convívio. Uma sociedade como essa, em que as pessoas vêem a felicidade alheia com inveja, caracteriza-se pela competitividade, pelo desrespeito e pela violência.

Em tal ambiente, os membros da SGI buscam ativamente aprofundar relações com outras pessoas, desejando ajudá-las a serem felizes. Porém, essas ações costumam, muitas vezes, ser mal-interpretadas.

Não obstante, diariamente os membros da SGI oram e agem em benefício de outros: proporcionando felicidade às pessoas, para ajudá-las a eliminar o sofrimento. A felicidade alheia começa a se misturar com a sua própria felicidade. “Se você está feliz, eu também estou”. Esse é o pensamento de uma pessoa cuja postura é um exemplo de ação altruística ou benevolente.

O budismo não é uma religião que fecha os olhos para o sofrimento das pessoas. Ao contrário, é um ensino que abre os olhos dessas pessoas. Portanto, o sentido de benevolência no budismo aprofunda-se e vai muito além do significado apresentado nos dicionários — boa vontade para com alguém; complacência com inferiores; afeto e estima. O conceito também difere da palavra que lhe é comumente associada: compaixão. Pois não significa apenas sentir piedade, pena ou dó de alguém.

Benevolência, em japonês, é jihi. Ji significa “remover ou aliviar o sofrimento”; e hi, “conceder alegria”. A base da benevolência está na empatia, ou seja, na capacidade de sentir o sofrimento dos outros como se fosse o próprio sofrimento. Os maiores representantes das ações benevolentes são as pessoas nos estados de Bodhisattva e Buda.

Quando um bodhisattva ou um buda vê alguém triste, sente sua dor como se fosse a própria dor, e se dedica não só a eliminar ou amenizar esse sofrimento mas a possibilitar a pessoa a se levantar, a caminhar por si só. Isso eles fazem por meio da conscientização do indivíduo quanto ao inesgotável potencial que possui inerente: a natureza de Buda, ou a própria Lei do Nam-myoho-rengue-kyo.

Talvez, a palavra que mais se aproxime da benevolência budista seja “amor”, como o sentimento que predispõe uma pessoa a desejar o bem de outra; ou o sentimento de dedicação absoluta a alguém. Porém, como pode ser observado o amor, enquanto sinônimo de benevolência, exercitado pelos bodhisattvas e budas, não se limita a si próprio, nem a duas pessoas ou três. É um sentimento expansivo, altruísta e igualitário, que envolve todos os seres.

Escrito por Simone Marques às 00h39
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Apenas uma Vez

Um dos filmes mais lindos que já assisti, a música se encarrega de todo o roteiro! Maravilhoso!!!!

Ficha Técnica
Título Original: Once
Gênero: Drama
Tempo de Duração: 85 minutos
Ano de Lançamento (Irlanda): 2006
Site Oficial:
www.foxsearchlight.com/once
Estúdio: Summit Entertainment / Samson Films / Radio Telefis Éireann / Bórd Scannán na hÉireann
Distribuição: Fox Searchlight Pictures / Imagem Filmes
Direção: John Carney
Roteiro: John Carney
Produção: Martina Niland
Música: Glen Hansard e Markéta Irglová
Fotografia: Tim Fleming
Desenho de Produção: Tamara Conboy
Direção de Arte: Riad Karin
Figurino: Tiziana Corvisieri
Edição: Paul Mullen


Elenco
Glen Hansard (Homem)
Markéta Inglová (Mulher)
Hugh Walsh (Timmy)
Geoff Minogue (Eamon)
Bill Hodnett (Pai do homem)
Danuse Ktrestova (Mãe da mulher)
Mal Whyte (Bill)
Niall Cleary (Bob)
Gerard Hendrick (Guitarrista)
Alastair Foley

Sinopse
Dublin, Irlanda. Um músico de rua (Glen Hansard) sente-se inseguro para apresentar suas próprias canções. Um dia ele encontra uma jovem mãe (Markéta Inglová), que tenta ainda se encontrar na cidade. Logo eles se aproximam e, ao reconhecer o talento um do outro, começam a ajudar-se mutuamente para que seus sonhos se tornem realidade.
 
 
  


seta3.gif (99 bytes) Premiações
- Ganhou o Oscar de Melhor Canção Original ("Falling Slowly").

- Ganhou o Independent Spirit Awards de Melhor Filme Estrangeiro.

- Ganhou o Prêmio do Público, no Sundance Film Festival.

- Recebeu 2 indicações ao Grammy, nas categorias de Melhor Trilha Sonora - Cinema/TV/Outras Mídias e Melhor Canção Original - Cinema/TV/Outras Mídias ("Falling Slowly").



seta3.gif (99 bytes) Curiosidades
- O projeto de Apenas uma Vez nasceu em 2005, em um concerto do The Frames em Dublin. O diretor John Carney encomendou a Glen Hansard, líder da banda, a compor algumas canções para que, a partir delas, o roteiro fosse desenvolvido. Diversos encontros entre ambos ocorreram, resultando em 10 canções inéditas e um roteiro de 60 páginas.

- Inicialmente seria Cillian Murphy o intérprete do protagonista, mas ele posteriormente desistiu do personagem.

- As filmagens ocorreram em apenas 17 dias.

- O diretor e roteirista John Carney já fez parte do The Frames.

- O cantor Bob Dylan gostou tanto de Apenas uma Vez que convidou Glen Hansard e Markéta Irglová a fazerem o show de abertura em parte de sua turnê mundial.

- O orçamento de Apenas uma Vez foi de US$ 150 mil.

Segue abaixo uma das canções do filme!

Falling Slowly

Glen Hansard And Marketa Irglova

Composição: Glen Hansard / Marketa Irglova

Apaixonando-se Lentamente

Eu não te conheço
Mas eu te quero
Ainda mais por isso
As palavras me escapam
E sempre me enganam
E eu não consigo reagir
E jogos que nunca são
Mais do que parecem
Encerrarão sozinhos

Pegue esse barco afundado e guie-o para casa
Nós ainda temos tempo
Levante sua voz esperançosa
Você tem uma escolha
Você precisa faze-la agora

Apaixonando-se lentamente
Olhos que me conhecem
E não posso voltar
Emoções que me tomam e me apagam
E eu fico triste
Voce já sofreu bastante
E brigou com si mesma
É hora de você ganhar

Pegue esse barco afundado e guie-o para casa
Nós ainda temos tempo
Levante sua voz esperançosa
Voce tem uma escolha
Você precisa faze-la agora

Pegue esse barco afundado e guie-o para casa
Nós ainda temos tempo
Levante sua voz esperançosa
Você tem uma escolha
Você precisa faze-la agora
Apaixonando-se lentamente
Cante sua melodia
Eu cantarei junto com você

Escrito por Simone Marques às 22h08
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Meu voto é dele

Edison Passafaro
Um aventureiro polêmico
Reportagem: Leandra Migotto Certeza
Foto: Silvana C. Barbosa
Inserida em: 13/7/2001
Edison Passafaro, portador de deficiência física (lesão medular) é uma personalidade muito polêmica. Administrador de empresas e aventureiro, Edison assumiu esse ano o cargo de Secretário Executivo da CPA (Comissão Permanente de Acessibilidade), órgão da SEHAB (Secretaria de Habitação do Município de São Paulo). Esse órgão da Prefeitura tem o objetivo de zelar pelo processo de acessibilidade, em todas as instâncias, dos portadores de deficiência (física, auditiva, visual, mental e múltipla) na cidade de São Paulo.

A equipe do Sentidos estará acompanhando seu importante trabalho na CPA e cobrando realizações concretas e eficazes em um curto espaço de tempo, para informarmos os nossos leitores. Cabe agora aos portadores de deficiência continuarem exigindo seus direitos básicos, assegurados na Constituição Brasileira para poder exercer seus deveres. Leiam com atenção a entrevista e apresentem suas opiniões, sugestões e críticas no faleconosco@sentidos.com.br

Conheça um pouco da personalidade deste polêmico aventureiro e não deixe de conferir as propostas e projetos da CPA. Saiba mais

"Eu gosto de ser chato, eu gosto de ser polêmico, eu gosto de fazer com que os deficientes fiquem com raiva de mim, mas eu faço eles se mexerem", afirmou Edison.

"O meu projeto de vida profissional hoje é conseguir transformar a cara de São Paulo, no sentido da acessibilidade. Eu sei que eu não vou conseguir fazer com que São Paulo seja acessível totalmente, mas eu quero melhorar muito essa questão. Eu quero pegar todos esses conhecimentos, que eu acumulei nesses anos todos e tentar colocar na prática", concluiu Edison.

Confira a entrevista:

Sentidos: Conte um pouco sobre a sua vida como portador de deficiência física. Você sofreu o acidente com que idade?
Edison: Eu não nasci de família rica, eu sofri um acidente quando eu tinha 19 anos de idade, minha família não tinha grana, três meses depois eu perdi meu pai, não por morte, mas porque ele teve um problema e teve de se afastar também, então eu tive que tocar a minha vida sozinho. A minha sorte, é que eles me deixaram uma certa estrutura familiar boa, ninguém estava passando fome. Eu tive um apoio familiar muito legal, muito bom, e dos amigos também. Mas fora isso, eu tive muitos problemas, tinha acabado de entrar na faculdade ...

Sentidos: Você fez faculdade do quê?
Edison: Eu fiz Administração de Empresas e comecei mas não conclui a de Direito. Tudo o que eu fiz na minha vida foi depois já com cadeira de rodas. Eu fui fazer faculdade, procurar emprego, em uma época (1980) que não tinha mais nem 1 décimo da adaptação que existe hoje e falar em deficiente nem pensar. Essa história de falar em deficiências é de um 5 anos para cá.

Sentidos: Como foi o seu processo de adaptação e reabilitação?
Edison: Sofri dificuldades, por exemplo, começou pela parte técnica, as cadeiras de rodas e os equipamentos naquela época eram uma porcaria, adaptação de carro não tinha quase, você tinha que fazer uma adaptação de fundo de quintal, você saia na rua ... A primeira vez que eu sai às ruas, todo mundo ficava olhando ... Você parecia doente ou um marciano ...

Sentidos: Mas você não acha que ainda é assim hoje?
Edison: Mas já melhorou bem hoje. Se comparar com o que era antes ...

Sentidos: Qual foi a sua trajetória profissional após o acidente? Você encontrou receio em retornar ao trabalho ou mudou de profissão?
Edison: Eu fui batalhar emprego e perdi um monte de oportunidade por causa de acesso, por exemplo, eu tinha um amigo que trabalhava na Rede Record, e ele disse que estavam precisando de um cara para apresentar um jornal, como eu tinha uma aparência razoável, apresentava bem, falava bem, porque eu sempre tive contato no meio jornalístico, publicitário, fui fazer um teste. Eu passei, mas, não pude trabalhar porque não tinha acesso, foi por uma questão técnica. Teve um outro trabalho que eu tentei em uma empresa, que um amigo gerente de um departamento, me indicou, lá eu fiz o teste e passei, mas o chefe dele não aprovou por preconceito. É uma série de questões ...

Sentidos: Você acha que ingressou na "causa dos PPDs" por quê? Conte a sua trajetória profissional até chegar hoje na CPA?
Edison: Eu sofri o acidente em 1980, em 1982, eu já estava fazendo passeata na praça da Sé, com bandeirinhas em um dia de luta dos PPDs, junto com vários deficientes, inclusive com o Gilberto Frachetta que hoje é da FCD. No final de 1982 eu estava servindo de cobaia para os treinamentos na estação do metrô, os caras me carregavam para cima e para baixo, da meia noite a cinco da manhã. Participei de várias entidades, desde o MDPD (Movimento de Defesa dos Portadores de Deficiência) até eu acabei mergulhando de cabeça mesmo na questão do deficiente em 1986, foi aí que eu comecei a trabalhar na área mesmo, militar mais ferrenhamente em 1986 ... Eu tenho pouca modéstia, porque a falsa modéstia é uma droga, de dizer que eu tive uma trajetória grande nessa época, fundei o CVI (Centro de Vida Independente) de SP, participei de um monte de entidades, abri a minha empresa de adaptação de veículos em 1987 que foi a Rend Drive. Essa parte técnica aprendi muito, porque eu havia sido gerente de outra empresa. Antes de trabalhar com deficientes eu fui programador de computadores, trabalhei em uma multinacional, toquei na noite, tive uma banda de rock, trabalhei em uma agência de publicidade, como qualquer pessoa.

Sentidos: É que muitas vezes a situação econômica não dá acesso nem aos direitos ... Você não acha?
Edison: Eu tive a oportunidade de ter tido uma família que me deu uma guarita, conheci um monte de cara que vive em uma favela e não sai de dentro do barraco. Agora assim como ele não sai da favela, tem um monte de pessoas deficientes que não são deficientes que não estão na favela também, é um contexto social.

Sentidos: E nas penitenciárias, têm muitos deficientes? Como é a situação deles? Tem acesso a reabilitação?
Edison: O que tem de bandido deficiente também, aliás é uma coisa importante não é porque é deficiente que é bonzinho ... O que tem de deficiente ...

Sentidos: Conte um pouco da suas aventuras como esportista radical. Qual o principal objetivo de você ter se aventurado nesses esportes radicais?
Edison: O primeiro objetivo é me divertir, eu vou viajar porque eu gosto, agora eu aprendi que isso serve para me ajudar a ter autoconfiança, e auto-estima, porque eu acabo superando cada vez mais os meus próprios limites, sejam eles físicos, emocionais ou psicológicos. Romper limites não é só uma questão física. Eu não salto de pára-quedas só para dizer, olha como o cara é deficiente é consegue, eu vou porque acho o maior barato! Agora eu aprendi a usar o resultado disso como ferramenta para chamar atenção da sociedade.

Sentidos: Você acha que a sua condição física influiu na escolha dos esportes? Por quê?
Edison: Eu ouso dizer, que fui o cara que esteve mais na mídia. Eu já estive em todos os programas de televisão que você pode imaginar, rádio, revista ... A primeira vez que eu fui à um programa de televisão falando sobre deficiência foi em 1986, de lá para cá várias vezes por ano em todos os programas, eu acho que contribui muito para chamar a atenção da sociedade. Outra coisa que eu contribui muito foi chamar a atenção dos próprios portadores de deficiências, assim eles pensam: caramba, se aquele cara consegue mergulhar porque eu não posso também? Se aquele cara salta de pára-quedas, porque eu estou em casa reclamando da vida dizendo que não posso nada? Não que ele tenha que ir lá e saltar de pára-quedas porque vai quem quer, mas pelo menos ele vai se mexer para fazer alguma coisa, sair de casa. Essas aventuras nos esportes radicais servem para despertar a sociedade.

Sentidos: Já teve algum esporte que você foi tentar fazer e não deu certo, ou que ficou com um pouco de receio?
Edison: Bom, primeiro eu acho que permanece o estigma, ou o deficiente é coitadinho ou é super herói. Eu já sofri muita crítica e gozação do tipo ele tá fazendo isso só porque quer aparecer. Eu faço essas coisas porque eu gosto.

Sentidos: E como foi o preconceito das pessoas?
Edison: Preconceito eu tive mesmo, quando eu fui fazer mergulho em 1989, em 1991 eu mergulhei com a equipe do Jacques Custeau, por isso que eu falo, eu tenho muita sorte na vida! Quando eu fui fazer mergulho, os caras, que me deram aula, acharam que fosse a coisa mais difícil do mundo, mas a agente foi lá experimentou e viu que deu certo, aí alguns outros deficientes começaram a mergulhar, outros tentaram e não conseguiram, outros são grandes mergulhadores. Eu comecei a correr de kart, e introduzi o kart no Brasil, mas hoje existem caras que correm muito melhor do que eu, sou preguiçoso, não sou um típico piloto. Eu coordenei campeonato de kart adaptado durante alguns anos. No pára-quedas eu tive muito medo, soltei duas vezes e não sei se vou soltar de novo não. O balão é super legal! Quando eu fui para o Nepal fazer rafting, fui eu e mais nove deficientes, cada um superando seus próprios limites, lá tinham caras com deficiências muito menores do que a minha, mas que não sabiam nadar, outros tinham condições econômicas muito desfavorecidas ...

Sentidos: Depois de viajar por vários países, como você vê o processo de inclusão social dos PPDs hoje no Brasil? Quais as maiores diferenças e dificuldades que nós encontramos para atingirmos o nível de respeito aos PPDs?
Edison: Na Austrália o povo é muito educado, o lugar é muito bonito, e extremamente acessível, e o mais legal, as adaptações lá são muito simples. Eu pegava um ônibus, no centro da cidade, por exemplo, e ia para em uma praia a 50km de distância, sozinho. Tudo era adaptado.

Sentidos: Para encerrar a entrevista ...
Edison: Olha, eu tenho total tranqüilidade para fazer todas as críticas, positivas e negativas com o segmento, porque eu sou um portador de deficiência e passei e passo por uma série de dificuldades que todos passam também. Às vezes o cara fala olha e me diz ele é diferente. Diferente nada. Eu passei as mesmas dificuldades que outros tantos milhões passam também, só que existem diferenças em cada um. Uns têm mais oportunidades, outros tem menos, uns têm mais garra outros tem menos, uns tem mais condição econômica, outros têm menos.

Bate-bola:

Nome: Edison Passafaro.
Profissão: Empresário e funcionário público.
Idade: não disse
Estado civil: "Sou separado, casei em 1992, fiquei dois anos casado".
Posição política: "Não tenho nenhum partido político".
Esporte preferido: "Vários, mas, uma coisa que eu gosto de fazer é mergulhar".

O que mais gosta de fazer nas horas vagas: "Primeiro dormir, depois sair à noite, namorar ..."
Lugares que gosta de freqüentar: "Eu sou um cara da noite, gosto de ir a shows, bares, restaurantes, namorar ..."
Lugares que mais gostou de conhecer ou viajar: "Meu próximo projeto é ir para Patagônia, mergulhar em Fernando de Noronha que ainda não conheço, é em Bonito".
Uma frase que representa o Brasil hoje: "Um barco sem rumo". Sonhos e projetos de vida: "Eu sonho com um país mais acessível a todos. Meu projeto de vida é cada vez mais levar uma vida simples, e independente. Essa é uma bandeira que eu sempre batalho: simplicidade e independência, com os amigos".

 

Escrito por Simone Marques às 12h54
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Aonde que o vovô tá?

por Jairo Marques

Acabou ontem o horário político, aquela chatice sem fim, mas eu vou encher a paciência de vocês falando de eleições. Sacaram o duplo sentido do título do post? Quer que desenha? Leiam “rapidim” que irão sacar.

 

Por força da minha profissão, tive de ler muitas das ladainhas dos candidatos nos jornais, ver muita gente beijando criancinha na televisão e ouvir no rádio quilômetros de promessas desde aquela de dar leite “gostoso” pros “minino” pobre, passando pela construção de um viaduto que liga a terra até lá no Deus e finalizando com uma que diz que vai ter internet de grátis até pras galinhas dos sítios da cidade.

 

 

 

 Não, povo, eu num bebi. Esse blog ainda é de assuntos relacionamentos à Matrix de quem tem alguma deficiência física. É que nenhum dos candidatos a prefeito aqui de São Paulo, pelo que eu tenha acompanhado, falou com ênfase ou como prioridade sobre acessibilidade da cidade.

 

Bem, e daí, né? Daí que “nóis tamo” na roça, pelados e perto de uma caixa de marimbondos se depender do futuro prefeito ou prefeita da maior cidade do país, será?

 

É o prefeito que comanda a política urbana de uma goma.  Ou seja, é ele quem vai chamar a “puliça” caso a calçada esteja toda “estrumbicada”.

 

É ele quem vai mandar prender e mandar soltar os donos de estabelecimento que não fizerem banheiros acessíveis pra mode a gente poder fazer algo básico para um “serumano” qualquer: mijar com dignidade.

 

E mais, o prefeito cuida do transporte. Quem depende de ônibus, precisa de piso rebaixado e precisa de um espacinho reservado. Se mal cabe quem pode ficar em pé, espremido, imaginem quem precisa entrar no bumba com um cavalo?

 

Não vi nem ouvi nenhum candidato dizer: “Vou trazer o povo da Matrix para o mundo dos mortais pra mode todo mundo ficar junto”.

 

Tamo tudo perdido? Não, claro que não. Mas é importante a gente mostrar que precisamos estar entre as prioridades dos dirigentes porque, se não, muita gente vai continuar dentro das cavernas porque não consegue sair à rua por uma simples questão: os buracos da calçada.

 

 

 

Pra mim, quem não pode viver de forma plena em uma cidade padece de um mal social gravíssimo. Não sei se todo mundo concorda. Se eu não tenho como sair de casa, não tenho como estudar, como trabalhar, como comer, como ser cidadão.

 

Se nenhum candidato tem entre suas prioridade uma política inclusiva, mais a gente precisa ficar “tudujunto” nesse blog e em outros fóruns até melhores do que este pra mostrar que: Sim, há um mundo paralelo querendo seu espaço no mundo real e há gente, há votos, ha impostos recolhidos que exigem o cumprimento deste direito.

 

Queria que vocês contassem como foi a campanha para prefeito, dentro deste aspecto, em suas cidades. Em algum lugar o candidato colocou a acessibilidade como uma questão primordial? Não precisam fazer campanha, é só dizer das propostas, “belê”?!   Em "Belzonte", "perezempi", onde esse blog tá mais pop do que o Clóvis Bornay , falaram algo sobre os matrixianos de forma séria?

 

Aí vocês podem me dizer: “Mas rolam uns postulantes ao cargo de vereador que são “malacabados” e poderão cumprir esse papel?". Bem, o fato de ser cego, ser cadeirante, ser mudo não credencia ninguém a ter competência política, né, povo?

 

Claro que reconheço que, talvez, alguns não sejam corrompiveis e assumam seus papéis diante do mandato que lhes foi entregue, o que até acontece! Mas peço encarecido para que vocês não entreguem seus votos a alguém da Matrix pelo simples fato de ele ou ela serem “esforçados” e serem “exemplos” de vida.

 

A gente tem é que apostar em competência, em compromisso sério, em vontade de fazer, de mudar, de agir e de... ser honesto! E isso não necessariamente está embutido em alguém que tenha “uma história bonita”.

 

Nessas eleições, tivemos uma grande conquista. A Justiça Eleitoral se preocupou em tentar evitar que a “Grobo”, a Folha e outras mídias tirassem fotos e fizessem imagens de cadeirantes em frente a uma escadaria danada dizendo assim:

 

“Mas aonde ‘queu vô votá’? Lá em riba? Ôh pai amado, mas como eu vou chegar até lá?”

 

Houve um cadastro antecipado de todos os deficientes que precisavam de condições especiais para exercer seu direito ao voto e tentar evitar essas situações que são péssimas para todo mundo.

 

 

Óbvio que a Justiça só fez isso depois de muitos esgualepados aparecem na TV e nos jornais pagando mico ao serem carregados nos braços, né, não?!

 

 

Quem não fez o cadastro, terá de contar com a sorte. A gente não vive num mundo ideal, ainda, e temos de fazer nossa parte para que ele melhore.

 

Bom, me desculpem se o tema de hoje deu dor de barriga, náuseas e mal estar em vocês , mas, escolher quem vai andar de carro oficial pra cima e para baixo, entrar de graça nos lugares, ganhar um bom salário e muito prestígio, ficar quatro anos dizendo o que é certo e o que é errado e, em alguns casos, trabalhando duas vezes por semana, para uma city é muita, muita “responsa”.

 

Então, pensem bem e escolham aquele que possam nos dar uma “mãozinha” para atravessar a rua, uma empurradinha numa rampa íngreme, uma cidade que possibilite um convívio mais pleno em seus espaços para todo mundo!

 

Beijos nas crianças, votem certinho e até segunda!

 

Escrito por Simone Marques às 22h13
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MELHOR RÁDIO: FM 92,5 Mitsubishi FM

Creio que nunca escutei uma programação assim...maravilhosa!!! PARABÉNS à todos os envolvidos! 

http://playersradios.band.com.br/index.php?r=rb_mitsubishifm_sao

OUÇAM!!!

 

Escrito por Simone Marques às 21h13
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INVEJA...

Ela quis minha vida

meu amor

minhas coisas

minha beleza

todavia, conseguiu apenas

desmoronar mais uma pessoa fraca.

minha BELEZA jamais conseguirá,

porque ela é INTERNA!

 

Acerca da inveja, o presidente Ikeda afirma:

"As pessoas capazes são alvo de inveja.

O antigo poeta chinês Ch’ü Yuan (ou Qu Yuan) escreveu: “O mundo é impuro e inveja as pessoas capazes.”

As pessoas capazes e talentosas tornam-se alvo da inveja. Portanto, ser objeto de caluniadores invejosos é um sinal de grandiosidade humana."

Escrito por Simone Marques às 22h44
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